domingo, janeiro 08, 2012

O post anterior, escrito há mais de um ano, deve causar uma bizarra primeira impressão em quem vem a este blog e dá de cara com ele. Então começo 2012 empurrando-o lá para baixo.

Talvez devesse voltar a escrever aqui. Vamos ver.

domingo, outubro 31, 2010

Sinestesia nos números eleitorais

Hoje acontece o segundo turno da eleição presidencial do Brasil, e nesta madrugada eu estava aqui pensando nos números dos candidatos: o 45 do PSDB e o 13 do PT.

Primeiro eu pensei neles para tirar a média, 29, para perguntar no meu facebook se todo mundo se daria por contente se eu votasse no 29, já que por tantas semanas, por tantos meses, têm passado pelos meus olhos muitos vídeos, textos e outras coisas que me diziam por que eu devia votar no 45 ou no 13.

Depois lembrei-me da sinestesia, possivelmente porque ao pensar na soma do 45 com 13 - 58 - e na média - 29 - vi claramente, em ambos os números, um roxo característico. O roxo evidente do 29, manifestado especialmente no número 9, se mantém quando o multiplicamos por 2, obtendo o número 58 no qual o 5 pode ser vermelho (um dos componentes do roxo) e o 8 claramente roxo.

Os números 45 e 13 evocam cores bastante diferentes daquelas que caracterizam os partidos.

O 13 nada tem de vermelho, embora esta seja a cor do PT. O número 13 tem uma ressonância claramente verde, trazida pelo número 3, acinzentada por causa do número 1. O número 3 sozinho é plenamente verde. O Partido Verde, tendo como número o 43, tem o 3 verde, mas o 4 mais amarelo não o afeta tanto, possivelmente por 43 ser um número primo.

O PSDB utiliza como suas cores o azul e o amarelo, muito afastadas do número 45. O número 45 é bem vermelho, curiosamente. Não surpreende muito se se considerar que o 5, no meu sistema, é vermelho, embora às vezes possa se tornar azul. O número 4, de fato, é amarelo, o que o ligaria ao PSDB; entretanto, a separação dos algarismos se enfraquece, no caso, pelo fato de o número 45 ser resultado da multiplicação do número 5, vermelho, pelo número 9, também vermelho. Deste modo, o 45 nada tem de amarelo, e uma distante sugestão de azul ocasionalmente apareceria ao se pensar no 5, embora seja um azul muito mais brilhante e metálico do que aquele utilizado, na prática, pelo partido de José Serra. Finalmente, mesmo sendo produto do quadrado de 3, e, portanto, divisível por 3, o número 45 não se relaciona, de maneira nenhuma, com o número 3.

domingo, abril 25, 2010

Algumas coisas feitas desde Janeiro

Uma das coisas que tenho feito nesta ausência do blog (desde Janeiro) é escrever para o Salvem a Liturgia, para o qual fui convidado em Fevereiro. Isto me honrou muito; eu já era leitor deles e agora escrevo lá sobre música litúrgica.

Não publiquei mais programas litúrgicos aqui por duas razões: primeiro, já havia decidido publicar apenas programas especiais, em que eu usasse só música minha ou só gregoriano ou os dois - liturgias "comuns", com as musiquinhas de sempre, passaram a ficar de fora. O segundo motivo é que, desde o meio da Quaresma, por questões internas, não estou mais tocando na Missa (lá onde freqüento).

É isso - ah, a ideia era continuar os posts anteriores sobre genealogia. Eu os continuarei, mas de maneira meio irregular, possivelmente. Continuamos comemorando os 500 anos de João de Prado e os 520 de Garcia Rodrigues.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

O pioneiro João de Prado (1510-1597)

O ano de 2010, em que escrevo este texto, marca o quinto centenário do nascimento de um outro pioneiro do Brasil: João de Prado, cuja vida foi um pouco menos longa que a de Garcia Rodrigues: faleceu em 1597. Embora o seu sobrenome seja realmente de Prado, é comum, como podemos esperar, que seu nome seja encontrado como do Prado em algumas pesquisas (eu mesmo faço muito isso, o que explica caso apareça assim mais adiante).

O sobrenome do Prado é relativamente comum no Brasil, sendo apenas um dos indicativos do vastíssimo número de descendentes que João de Prado tem vivos nos nossos dias.

João de Prado nasceu em Olivença. Esta cidade portuguesa se encontra atualmente sob administração espanhola; Portugal, entretanto, continua a reivindicá-la como portuguesa embora isto não seja suficiente para causar grandes problemas entre os dois países ibéricos. D. Dinis, Rei de Portugal, forçou a cessão de Olivença (entre outras posses) por parte de Fernando IV, Rei de Castela, em 1297. Já no seguinte a cidade teve seus muros construídos, permanecendo como parte do Reino de Portugal até 1801.

Hoje Olivença, com a grafia Olivenza, situa-se na província de Badajoz, na região autônoma da Extremadura.

A esposa de João de Prado chama-se Filipa Vicente, cujo nome encontra-se também na grafia Philippa Vicente. Trinta anos mais jovem que o marido (nasceu em 1540), viveu também trinta anos a mais que ele (faleceu em 1627, aos 26 de Junho). De Filipa conhecemos os pais, Pedro Vicente (1510-1585) e Maria de Faria (1520-1590). Ninguém deixará de perceber que seu pai tinha a mesma idade que seu marido. Sabemos também os nomes dos avós maternos de Filipa: Manuel Machado Pereira e Rosa Farias Santos. João e Filipa se casaram no Brasil, em São Vicente, a vila fundada em 1532 por Martim Afonso de Sousa, com quem João de Prado veio ao Brasil.

João, vimos, nasceu em Olivença; Filipa, por sua vez, no Alentejo. Ambos, cada um a seu tempo, vieram a morrer em São Paulo, de cuja história João fez parte importante. Ocupou vários cargos públicos. Foi juiz de 1588 a 1592.

O “Projeto Compartilhar” publicou na internet anotações de Cartas de datas de terra, nas quais podemos ver as solicitações por terra feitas por moradores da cidade de São Paulo. Precisamente em 1588 João aparece como juiz de uma solicitação de um certo Francisco Rodrigues Barbeiro:

12. Francisco Rodrigues Barbeiro – 30-1-1588 – 80 braças em Piratininga, desde Domingos Fernandes até os matos onde já tinha sua casa. Câmara: João do Prado, juiz; Francisco Dias e Sebastião Leme, vereadores: Pedro Dias, escrivão.
Num outro caso o nome do juiz também aparece, embora não nessa função. Não imagino se ele participou da decisão.

23. Diogo Fernandes – 16/5/1592 - Queria chãos junto à sua casa, no canto de João do Prado, ao lado de Gaspar Fernandes, confrontando do outro lado com Mateus Leme.
João de Prado fez várias “entradas” no sertão, tendo sido erroneamente citado, por algumas fontes, como chefe da entrada na qual morreu em 1597.

Este pioneiro teve onze filhos:

Isabel do Prado
Helena do Prado
Domingos do Prado
João do Prado (Filho)
Catarina do Prado
Felipa Vicente do Prado
Maria do Prado
Martim do Prado
Pedro do Prado
Ana Maria do Prado
Clara do Prado

Sou descendente de três dos filhos de João de Prado: Helena, Catarina e João (filho). Sou dele e de Filipa Vicente 13º-neto, por vias paterna e materna.

Minha mãe é 12ª-neta de João de Prado por meio de Catarina do Prado (também na grafia Catharina). Ambos os meus avós maternos descendem de João de Prado.

Meu pai é 12º-neto de João de Prado por meio de Helena do Prado e de João do Prado (filho). Seus trinetos, respectivamente Fabiana Costa Rangel (1676) e Baltazar Correia Moreira (1672), foram casados e tiveram a filha Lucrécia Leme Barbosa, heptavó do meu pai. Ela foi esposa do grande povoador do Rio Grande do Sul, o madeirense Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos (1691-1771), cuja descendência é excepcionalmente numerosa.

Portanto, além da ascendência comum em Garcia Rodrigues, meus pais são várias vezes primos em 12º grau.

Quanto à geografia, repetem-se as províncias (depois estados): São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Para realizar estas anotações contei novamente com a ajuda dos trabalhos genealógicos de Pedro Wilson Carrano Albuquerque publicados na Usina de Letras:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=tavolaro

E também do Projeto Compartilhar, das pesquisadoras Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira
http://www.projetocompartilhar.org/

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terça-feira, janeiro 12, 2010

O pioneiro Garcia Rodrigues (1490-1590)

Garcia Rodrigues já era casado com Izabel Velho (outra grafia possível: Isabel Velho), tendo dela filhos, quando chegou ao Brasil com Martim Afonso de Sousa. Nascera em 1490 no Porto, Portugal, aportando em São Vicente por volta de 1540. Teve vida longa: consta ter falecido em 1590.

Benedito Alípio Bastos, autor do estudo publicado neste link:
http://www.genealogiafreire.com.br/livro_centenario_de_cacapava.htm

diz ter sido Garcia Rodrigues filho de Antônio Rodrigues, companheiro de explorações de João Ramalho: “os primeiros povoadores brancos da Capitania de São Vicente, no litoral e nos Campos de Piratininga”. Assim, compreende-se que Garcia veio para o Brasil depois de seu pai, e que sua mãe é portuguesa embora dela eu não tenha encontrado o nome.

Em Santo André da Borda do Campo (distinta da atual Santo André, embora fosse provavelmente situada entre esta mesma Santo André e São Bernardo do Campo), foi residir Garcia Rodrigues exercendo os seguintes cargos públicos:

1555 – vereador. Os vereadores de hoje, no Brasil, têm apenas funções legislativas; na época possuíam também funções executivas.
1556 – juiz interino.
1557 – almotacel. O Houaiss me explica que o almotacel era um fiscal encarregado de pesos, medidas e taxação dos alimentos.
1558 – participação num ajuntamento de homens bons. Estes eram homens notáveis e honrados, sem pertencerem à nobreza, encarregados de certas funções na política local. “Política local”, na situação de que falo, talvez seja um pleonasmo, já que tudo se referia à vida local.

Garcia Rodrigues mudou-se para São Paulo, assumindo também lá funções públicas:

1561 e 1563 – vereador.
1562 e 1564 – almotacel.
1576 e 1578 – participações em novos ajuntamentos (de homens bons).

Benedito Alípio Bastos diz que Garcia Rodrigues, depois de 1580, levou sua família para Santos, e que a tradição da época afirma ter sido realizado em sua casa um milagre pelo Beato Padre Anchieta.

Ao morrer, com 100 anos de idade, deixou terrenos no então chamado Caminho da Tabatingüera, na cidade de São Paulo, para seu filho do mesmo nome.

A propósito, são estes os filhos de Garcia Rodrigues e Izabel Velho (Isabel Velho):

Maria Rodrigues
Isabel Velho
Domingos Rodrigues Velho
Padre Garcia Rodrigues Velho
Padre Gabriel Garcia
Padre Jorge Rodrigues
Francisco Rodrigues Velho
Antônio Rodrigues Velho
Mécia Rodrigues
Agostinha Rodrigues Velho
Isabel Rodrigues

Garcia Rodrigues é ancestral de numerosos brasileiros. Sou seu descendente por vias paterna e materna; dos meus quatro avós, três são seus descendentes. Ele é simultaneamente meu 12º-avô, 13º-avô e 14º-avô:

12º-avô – por meio de Domingos Rodrigues Velho, ancestral da minha mãe;
13º-avô – por meio de Agostinha Rodrigues Velho, ancestral do meu pai;
14º-avô – por meio de Isabel Velho (filha), ancestral do meu pai.

Esses parentescos são multiplicados algumas vezes, devido a casamentos entre primos.

Geograficamente, meus ancestrais que levam a Garcia Rodrigues passam pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e de volta a São Paulo (no lado materno); e por São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e de volta a São Paulo (no lado paterno).

Sites que me ajudaram nestas anotações são o já mencionado texto de Benedito Alípio Bastos:
http://www.genealogiafreire.com.br/livro_centenario_de_cacapava.htm

e diversos dos trabalhos genealógicos de Pedro Wilson Carrano Albuquerque em que figura Garcia Rodrigues, publicados na Usina de Letras:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=tavolaro

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quarta-feira, janeiro 06, 2010

Solenidade da Epifania do Senhor

2 de Janeiro de 2010, 18h
Mosteiro de São Bento, Jundiaí-SP, Brasil

Introito – Ecce advenit dominator Deus [Ratisbona 1871]
Confiteor – recitado em português
Kyrie – cantado em português (Kyrie Santa Paulina [Alfredo Votta]).
Gloria – cantado, responsorial, em português [Alfredo Votta]
Salmo responsorial – cantado no primeiro tom do padre Columba Kelly, OSB [St Meinrad]
Alleluia – Vidimus stellam eius [Ratisbona 1871]
Credo – recitado em português
Ofertório – Reges Tharsis [Ratisbona 1871]
Sanctus – Sanctus IX, latim
Doxologia – recitada em português
Agnus Dei – Agnus Dei IX, latim
Comunhão – Vidimus stellam eius [Graduale Romanum]
Comunhão – Dialogue de voix humaine [Jean-Adam Guillain (1680-1739)] da Suite du troisième ton. Instrumental.
Comunhão/Pós-comunhão – versetos do quarto tom [Abraham van den Kerckhoven(1618-1701)]. Instrumental.
Final – Plein Jeu [Jean-Adam Guillain (1680-1739)] da Suite du quatrième ton. Instrumental.

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus - 2010

1º de Janeiro de 2010 – 18h
Mosteiro de São Bento, Jundiaí-SP, Brasil

Introito – Salve, sancta Parens [Ratisbona 1871]
Confiteor – recitado em português
Kyrie – cantado em português (Kyrie Santa Paulina [Alfredo Votta]).
Gloria – cantado, responsorial, em português [Alfredo Votta]
Salmo responsorial - cantado no primeiro tom do padre Columba Kelly, OSB [St Meinrad]
Alleluia – Post partum [Ratisbona 1871]
Credo – recitado em português, niceno-constantinopolitano
Ofertório – Felix namque es [Ratisbona 1871]
Sanctus – Sanctus IX, latim
Doxologia – cantada em português
Grande Amen – [Jeff Ostrowski]
Agnus Dei – Agnus Dei IX, latim
Comunhão – Exsulta, filia Sion [Graduale Romanum]
Comunhão – Dialogue de voix humaine [Jean-Adam Guillain (1680-1739)] da Suite du troisième ton. Instrumental.
Comunhão/Pós-comunhão – 3 versetos do quarto tom [Abraham van den Kerckhoven(1618-1701)]. Instrumental.
Final – Plein Jeu [Jean-Adam Guillain (1680-1739)] da Suite du quatrième ton. Instrumental.

domingo, novembro 22, 2009

XXXIII Domingo do Tempo Comum

Os "relatórios litúrgicos" neste blog estão completamente atrasados, mas não há problema. O que de mais relevante consegui fazer foi completar a renovação do ordinário, deixando gradualmente de fazer o Sanctus e o Agnus Dei que se usavam antes, substituindo-os pelas minhas adaptações: no caso do Sanctus, uma adaptação de um tom salmódico do Padre Columba Kelly; no Agnus Dei, uma adaptação do Agnus Dei da Missa IV do Kyriale - tudo em português.

Venho usando sempre o Kyrie Santa Paulina, que escrevi, e o Glória responsorial com refrão baseado no Gloria XV.

Na semana passada, na Missa do 33º Domingo do Tempo Comum, utilizei o primeiro tom do Padre Columba Kelly para o Salmo responsorial, trazendo novidade depois de numerosas semanas utilizando o oitavo tom gregoriano.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Duas Liturgias atrasadas

Realizei a música nos XVI e XVIII Domingos do Tempo Comum, recentemente.

Sem haver composto peças específicas para estas datas, utilizei alguns dos tons do padre Columba Kelly, OSB, do Sacred Music Project, tanto para antífonas de introito, ofertório e comunhão como para o próprio salmo responsorial.

Tenho omitido o hino na comunhão; já era mais do que certo que isto proporciona efeito infinitamente melhor (sem contar que quase ninguém canta, embora a reclamação solitária alegasse o contrário). Além do mais, minha voz se cansa.

Por falar nos tons salmódicos do padre Columba Kelly, utilizei-os também como base de alguma peças para o ordinário da Missa (em português, espanhol e inglês), algumas das quais já estão disponíveis nos Chabanel Psalms de Jeff Ostrowski, a quem agradeço muito.

domingo, julho 12, 2009

Tríduo de São Bento

Sendo 11 de Julho a memória de São Bento, o Mosteiro de São Bento de Jundiaí celebrou um Tríduo nos dias 8, 9 e 10. O capelão do mosteiro, D. Cláudio Corrêa, OSB, celebrou as Missas dos dias 8 e 11. No dia 10, o celebrante foi o pároco Pe. Donizete, da Catedral Nossa Senhora do Desterro.

No dia 9 de Julho recebemos D. Abade Matias, do Mosteiro de São Bento de São Paulo. Alguns monges vieram para cantar as peças gregorianas da liturgia, e permitiram que eu me juntasse a eles nesta tarefa. Foi uma experiência fenomenal que me possibilitou um aprendizado excelente. Agradeço muito a todos.

Todas as peças foram cantadas sem acompanhamento instrumental. O órgão só foi utilizado depois de cantada a antífona da Comunhão, e, mesmo assim, para uma improvisação instrumental, na qual procurei reproduzir algumas características de melodia gregoriana.

No Mosteiro de São Bento de Jundiaí-SP, às 19h do dia 9.7.2009.

Introito - Gaudeamus, modo I
Kyrie - Kyrie IV, modo I
Gloria - Gloria (Ambrosiano), modo IV
Salmo responsorial
Alleluia - Vir Dei Benedictus, modo VI
Ofertório - Desiderium animae, modo VI
Sanctus - Sanctus VI, modo III
Agnus Dei - Agnus Dei XVI, modo I
Comunhão - Gustate et videte, modo III
Comunhão - improvisação ao órgão
Aspersão - Laeta dies, modo VI (Seqüência da Solenidade de São Bento)
Recessional - Salve Regina (solene), modo II

segunda-feira, junho 29, 2009

Copie isto aqui

Um bom texto do compositor americano Daniel Wolf; seu blog fica em renewablemusic.blogspot.com, e o post de que falo é este. Thanks to Daniel for allowing me to translate and publish his writing.

Pelo menos metade da minha formação de compositor vem da cópia de música. Não cópia no sentido de imitar a música dos outros, mas de copiar, nota a nota, composições dos outros; seja como trabalho encomendado por alguém, seja para meu próprio uso e estudo.

Tanto a tinta e caneta sobre papel como clicando num programa de edição de partituras, a cópia convida, e mesmo força, a que se preste atenção à música de forma analítica e íntima. Nada disto pode, digo pela minha experiência, ser substituído pela audição casual de gravações. A cópia também estimula a que se ouça imaginativamente, interpretando detalhes e passagens mais longas no tempo único proporcionado pela partitura escrita.

Grande parte do trabalho do copista é planejar o projeto, encontrando a maneira mais eficiente de transportar as notas do original para a cópia, imaginando a disposição mais elegante para as notas, os compassos, os sistemas, as páginas; tudo isto é trabalho analítico; traçar frases, seções, processos, semelhanças e diferenças, identificando táticas locais e estratégias globais tanto do original quanto da transcrição, além das inevitáveis e incalculáveis surpresas. Mesmo a decisão sobre onde pôr as viradas de página é um problema que convida a uma abordagem analítica e interpretativa!

É provavelmente desde que se escreve música que os compositores têm utilizado a cópia de música como treinamento. Histórias dos jovens Bach e Mozart copiando música são conhecidas de muitos músicos (pelo que me lembro, essas histórias com freqüência envolviam menções a velas e à deterioração da visão).

Por um lado, é bem possível que o uso da cópia, como da própria notação, diminuirá, dando lugar à transmissão aural e oral, a gravações e até mesmo a novas tecnologias ainda não imaginadas. Por outro, é difícil deixar de reconhecer quão útil tem sempre sido a cópia e quão eficiente e duradoura tecnologia tem sido a notação escrita para preservar e aprender a respeito da música.

Uma tecnologia eficiente, mas não uma tecnologia reprodutiva perfeita, no sentido de uma cópia digital perfeita de um arquivo de áudio: o risco e o charme (e, aos meus ouvidos, a vantagem) da cópia manual é a intervenção da interpretação no caminho da transmissão. De certo modo, trata-se simplesmente de mais um exemplo da Lei de Winslow: “se você quer uma cópia perfeita, aprenda com o ouvido; se quer garantir que mude com o tempo, escreva”. Entretanto, este ato interpretativo pode ser um primeiro passo movendo-se inevitavelmente em direção a uma nova composição.

Cada obra que copio (quando adolescente, copiei muito Webern e Machaut e Cage e Harrison e Purcell e Lully e transcrevi praticamente todas as notas de Harry Partch; mais tarde, sustentei-me parcialmente fazendo cópias para colegas; agora estou fazendo um trabalho interessante para a Material Press) é um convite para compor algo de novo; como se o traçado dos caminhos de cada uma dessas peças tornasse mais urgentes os caminhos que não foram percorridos.

domingo, abril 19, 2009

II Domingo da Páscoa, Domingo da Divina Misericórdia - Dominica Secunda Paschae, Dominica Divinae Misericordiae

No Mosteiro de São Bento de Jundiaí-SP, às 18h do dia 18.4.2009.

Entrada - Hino “O Senhor ressurgiu”
Introito - em português, segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta): “Como crianças recém-nascidas” [1Pd 2, 2]
Ato Penitencial - de Alfredo Votta [Kyrie Santa Paulina]
Glória - de Alfredo Votta, responsorial, com refrão baseado no Gloria XV do Kyriale
Salmo responsorial - segundo o Lecionário, no tom 8 [Sl 117]
Alleluia - Pascal do Graduale Simplex
Versículo do Alleluia - segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta) [Jo 20, 26]
Ofertório - segundo o Graduale [Mt 28, 2.5.6] (”Um anjo do Senhor…”)
Ofertório - Hino “A fiel Jerusalém” (melodia de Alfredo Votta, hino do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas)
Sanctus - em português [não conheço o autor]
Grande Amém - de Jeff Ostrowski
Agnus Dei - Cordeiro de Deus em português [não conheço o autor]
Comunhão - gregoriano do Graduale Romanum "Mitte manum tuam" (Jo 20, 27)
Ação de graças - Hino "Antes da morte e ressureição de Jesus"
Recessional - instrumental: “Amen” do "Gloria" da "Missa do primeiro tom" de André Raison (~1640-1719)

sábado, abril 11, 2009

Dois anos atrás

Encontrei aqui um arquivo em que anotei as peças que utilizei nas duas primeiras Missas em que toquei. Foram Organ Masses, se me perdoam o inglês que não gosto de misturar com português. E pior: nem foram Organ Masses de verdade, já que estas eram Missas Baixas do rito tridentino em que se tocava música instrumental.

Bom, foi música instrumental que fiz. Eis, então, a primeira, de 5 de Maio de 2006:

5.5.2006
entrada: Scheidemann, Praeambulum in d
ofertório: Tellemann: trio da fantasia em sol maior (mi menor)
comunhão: Couperin: prélude em mi menor, em sol menor
final: Scheidemann, Praeambulum in d


A segunda, de 12 de Maio de 2006:

entrada: Bach, Prelúdio em ré menor
ofertório: Tellemann: trio da fantasia em fá maior (ré menor)
comunhão: Couperin: prélude em mi menor, em sol menor
final: Bach, Prelúdio em ré menor


Não me lembro como foram feitos, exatamente, o Alleluia, o Sanctus e o Agnus Dei - foram, estou quase certo, recitados. Eram Missas no meio da semana - sem o Glória, portanto. O Ato Penitencial era recitado.

E aqui, apesar da descrição prosaica, algo importante:

2.1.2007
Alleluia, Sanctus e Agnus Dei do “Jubilate Deo”


Em 2 de Janeiro de 2007 resolvi cantar, e fiz estas partes da Missa em canto gregoriano, segundo o Jubilate Deo. O Ato Penitencial foi recitado, e a Entrada, o Ofertório, a Comunhão e o Final foram, como nas outras Missas, instrumentais.

quinta-feira, março 26, 2009

Domingo Laetare, IV Domingo da Quaresma - Dominica IV in Quadragesima

No Mosteiro de São Bento de Jundiaí-SP, às 18h do dia 21.3.2009.

Entrada - Hino “Ó Pai nesta Quaresma” (melodia de Alfredo Votta, hino das Vésperas na Quaresma da Liturgia das Horas)
Introito - em latim, segundo o Graduale Romanum, de Alfredo Votta: “Laetare, Ierusalem” [cf. Is 66, 10.11]
Ato Penitencial - de Alfredo Votta [Kyrie Santa Paulina]
Salmo responsorial - segundo o Lecionário, no tom 2 [Sl 136]
Antes do Evangelho - melodia São Júlio I, de Jeff Ostrowski, adaptada por Alfredo Votta: “Louvor e honra a vós, Senhor Jesus”
Versículo antes do Evangelho - segundo o Lecionário (Alfredo Votta) [Jo 3, 16]
Ofertório - segundo o Graduale [Sl 134, 3.6] (”Louvai o Senhor, porque Ele é bom...”)
Ofertório - Hino “A abstinência quaresmal” (melodia do Liber Hymnarius, hino do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas)
Sanctus - em português [não conheço o autor]
Grande Amém - de Jeff Ostrowski
Agnus Dei - Cordeiro de Deus em português [não conheço o autor]
Comunhão - gregoriano do Graduale Romanum “Ierusalem quae aedificatur ut civitas” (Sl 121, 3.4 - com versículos)
Saída - instrumental: verseto no terceiro tom de Abraham van den Kerckhoven (1618-1701) - nº60 do “Monumenta musicae belgicae”

segunda-feira, março 09, 2009

II Domingo da Quaresma - Dominica II in Quadragesima

Primeira vez que realizo a música de uma Missa na Quaresma.

Não se usa música instrumental na Missa neste período; mesmo, assim, considero que a peça utilizada na saída possa ser instrumental, já que neste momento a Missa já terminou. Mesmo assim, utilizei uma composição curta, terminando em acorde menor (um verseto de Abraham van den Kerckhoven). Não utilizei nada instrumental depois da comunhão - melhor dizendo, não usei nada mesmo vocal, deixando este período em silêncio.

Na comunhão pela segunda vez utilizei o gregoriano do Graduale. Nos folhetos que distribuo, a cada Missa, incluo o texto latino com a tradução em português - tanto da antífona como dos versículos.

*

No Mosteiro de São Bento de Jundiaí-SP, às 18h do dia 7.3.2009.

Entrada - Hino “Ó Pai nesta Quaresma” (melodia de Alfredo Votta, hino das Vésperas na Quaresma da Liturgia das Horas)
Introito - em português, segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta): “Meu coração disse” [Sl 26, 8.9]
Ato Penitencial - de Alfredo Votta [Kyrie Santa Paulina]
Salmo responsorial - segundo o Lecionário, no tom 2 [Sl 115]
Antes do Evangelho - de Alfredo Votta: "Louvor a vós, ó Cristo, Rei da eterna glória"
Versículo antes do Evangelho - segundo o Lecionário (Alfredo Votta) [Lc 9, 35]
Ofertório - segundo o Graduale [Sl 118, 47.48] (”Encontrarei minhas delícias em vossos mandamentos…”)
Ofertório - Hino “A abstinência quaresmal” (melodia do Liber Hymnarius, hino do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas)
Sanctus - em português [não conheço o autor]
Grande Amém - de Jeff Ostrowski
Agnus Dei - Cordeiro de Deus em português [não conheço o autor]
Comunhão - gregoriano do Graduale Romanum “Visionem quam vidistis” (Mt 17, 9 - com versículos do Salmo 44)
Saída - instrumental: verseto no terceiro tom de Abraham van den Kerckhoven (1618-1701) - nº59 do "Monumenta musicae belgicae"

segunda-feira, março 02, 2009

O estado de alma na oração litúrgica

Um aspecto muito interessante da Liturgia das Horas que eu gostaria de sublinhar é a possibilidade de o fiel se deparar, na sua recitação, com salmos cujo conteúdo contrasta com seu presente estado psicológico.Suponha-se que, sentindo-se feliz, cheio de júbilo e otimista, o fiel proceda à recitação do Ofício Divino e, nele, encontre a XIV parte do Salmo 118:

Ó Senhor, estou cansado de sofrer;

Vossa palavra me devolva a minha vida!

Ou, de outro modo, sentindo-se deprimido e, de alguma forma, abandonado, depare-se com estes versículos do salmista:

Bendito seja o Senhor Deus que me escutou,

Não rejeitou minha oração e meu clamor,

Nem afastou longe de mim o seu amor!

Trata-se de uma situação comum à Liturgia de modo geral, tanto do Ofício Divino como da Santa Missa. Por serem atos públicos, sua codificação pela Igreja faz com que todos os fiéis se unam nas mesmas orações prescritas para um determinado dia litúrgico, formulário de Missa ou hora do Ofício.

Além disto, existem também os tempos litúrgicos, e a mesma dificuldade poderia ocorrer: o fiel não sente de verdade a alegria do Tempo Pascal, não consegue se concentrar nas práticas da Quaresma e assim por diante.

Naturalmente nada disto que digo é uma defesa da “oração espontânea” em detrimento da Liturgia da Igreja. Muito pelo contrário; a oração particular me parece ser, e muito, enriquecida pela oração litúrgica em todos os seus aspectos, inclusive este de “incompatibilidade psicológica”.

No mais, a oração torna-se mais ampla, deixando de limitar-se a um tempo demarcado. No dia de hoje, embora feliz, rezo um salmo que me faz recordar dias difíceis pelos quais eu tenha passado; outra possibilidade é a de pensar e rezar por aquelas pessoas que vivem a situação descrita no salmo.

Não posso deixar de lembrar que isto são esboços de uma reflexão pessoal, e que existe nos salmos aquela dimensão fundamental de orações que apontam para a vinda do Messias. Há muitos textos excelentes a este respeito, e a IGLH (Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas) traz, de modo breve, alguns ensinamentos a este respeito.

Termino esta pequena reflexão citando um importante parágrafo da mesma IGLH, precisamente ligado ao assunto que abordei:

108. Na Liturgia das Horas, quem salmodia não o faz tanto em seu próprio nome, como em nome de todo o Corpo de Cristo, e ainda na pessoa mesma do próprio Cristo.

Aquele que tem isso bem presente resolve as dificuldades que possam surgir, ao perceber que os sentimentos do seu coração, enquanto salmodia, discordam dos afetos que o salmo expressa.

Por exemplo, estando triste e cheio de amargura, canta um salmo de júbilo, ou, estando feliz, canta um salmo de lamentação. Na oração meramente particular isto facilmente se evita, porque nela há liberdade para escolher um salmo adequado ao próprio estado de alma.

Contudo, no Ofício divino, os salmos em sua sequência oficial não se cantam em particular, mas em nome da Igreja, mesmo quando alguém recita sozinho alguma das Horas.

Quem salmodia em nome da Igreja poderá sempre encontrar motivos de alegria ou tristeza, porque também a isto se aplica a passagem do Apóstolo: “Alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram” (Rm 12, 15).

Assim, a fraqueza humana, ferida pelo amor de si própria, é curada na medida do amor com que a mente acompanha a voz de quem salmodia.

sábado, fevereiro 21, 2009

VII Domingo do Tempo Comum (Dominica VII per annum)

No Mosteiro de São Bento de Jundiaí-SP, às 18h do dia 21.2.2009.

Entrada - Hino “Deus que não tendes princípio” (melodia de Alfredo Votta, hino do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas)
Introito - em português, segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta): “Senhor, confiei em vossa misericórdia” [Sl 12, 6]
Ato Penitencial - de Jeff Ostrowski [Kyrie D. Bosco]
Glória - dividido em seis estrofes de quatro versos, cantado no primeiro tom salmódico de St. Meinrad (padre Columba Kelly, OSB)
Salmo responsorial - segundo o Lecionário, no tom 2 [Sl 40]
Alleluia - de Alfredo Votta
Versículo do Alleluia - segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta) [Sl 5, 2]
Ofertório - segundo o Graduale [Sl 5, 3-4] (”Atendei a voz da minha prece…”)
Ofertório - Hino “Divindade, luz eterna” (melodia de Alfredo Votta, hino do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas)
Sanctus - em português [não conheço o autor]
Grande Amém - de Jeff Ostrowski
Agnus Dei - Cordeiro de Deus em português [não conheço o autor]
Comunhão - gregoriano do Graduale Romanum "Narrabo" (Sl 9, 2.3 - com versículos)
Recessional - instrumental: “Magnificat” de Alexandre Guilmant (1837-1911) - verso VI (Andante), em sol maior

sábado, fevereiro 07, 2009

V Domingo do Tempo Comum (Dominica V per annum)


No Mosteiro de São Bento de Jundiaí-SP, às 18h do dia 7.2.2009.


Entrada - Hino “Deus que não tendes princípio” (melodia de Alfredo Votta, hino do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas)

Introito - em português, segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta): “Vinde, inclinemo-nos” [Sl 94, 6.7]

Ato Penitencial - de Jeff Ostrowski [Kyrie D. Bosco]

Glória - dividido em seis estrofes de quatro versos, cantado no primeiro tom salmódico de St. Meinrad (padre Columba Kelly, OSB)

Salmo responsorial - segundo o Lecionário, no tom 8 [Sl 146]

Alleluia - de Alfredo Votta

Versículo do Alleluia - segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta) [Sl 116, 1]

Ofertório - segundo o Graduale [Sl 16, 5-7] (”Meus passos se mantiveram firmes nas vossas sendas…”)

Ofertório - Hino “Divindade, luz eterna” (melodia de Alfredo Votta, hino do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas)

Sanctus - em português [não conheço o autor]

Grande Amém - de Jeff Ostrowski

Agnus Dei - Cordeiro de Deus em português [não conheço o autor]

Comunhão - em português, de Alfredo Votta, segundo o Graduale Romanum [Sl 42, 4] (”Eu me aproximarei do altar de Deus…”)

Comunhão - instrumental: “Magnificat” de Alexandre Guilmant (1837-1911) [versos I (Allegro), II (Andantino) e IV (Adagio)], em sol maior

Ação de Graças - Salve Rainha cantada a tom salmódico de Alfredo Votta, em português

Recessional - “Sortie douce” de Henri Mulet (1878-1967), em mi menor


      

sábado, janeiro 24, 2009

Festa da Conversão de São Paulo


No Mosteiro de São Bento de Jundiaí-SP, às 18h do dia 24.1.2009.


Entrada - Hino “Ó Paulo mestre dos povos” (melodia de Alfredo Votta, hino das Laudes da Festa da Conversão de São Paulo)

Introito - em português, segundo o Graduale Romanum (Alfredo Votta): “Sei em quem acreditei…” [2Tm 1, 12; 4, 8]

Ato Penitencial - de Jeff Ostrowski [Kyrie D. Bosco]

Glória - responsorial, em português (Alfredo Votta); refrão “Glória (…) por ele amados” adaptado do Gloria V do Kyriale

Salmo responsorial - segundo o Lecionário, no tom 5 [Sl 116]

Alleluia - de Alfredo Votta

Versículo do Alleluia - segundo o lecionário (Alfredo Votta) [Jo 15, 16]

Ofertório - segundo o Graduale [Sl 138, 17] (”Ó Deus, como são insondáveis…”)

Ofertório - Hino “Ao peso do mal vergados” (melodia de Alfredo Votta, hino do Ofício das Leituras da Festa da Conversão de São Paulo)

Sanctus - em português [não conheço o autor]

Grande Amém - de Jeff Ostrowski

Agnus Dei - Cordeiro de Deus em português [não conheço o autor]

Comunhão - em português, de Alfredo Votta, segundo o Missal [Gl 2, 20 com versículos do Salmo 88] (”Vivo da fé no Filho de Deus…”)

Ação de Graças - Dois versetos de Abraham van den Kerckhoven (1618-1701) [instrumental]

Ação de Graças - Hino “Concelebre a Igreja cantando” (melodia de Alfredo Votta, hino das Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo)

Recessional - “Ad te” da “Salve Regina” de Kerckhoven [instrumental]


      

quinta-feira, janeiro 22, 2009

O que você faz não é centonização?


Pode ser que sim.


Escrevi há alguns dias num post que baseio algumas composições litúrgicas no contorno melódico de melodias gregorianas.


Isso, de alguma maneira, poderia ser chamado de centonização, que é o processo de juntar fragmentos melódicos do repertório para montar uma nova peça. O cânon gregoriano traz em si muitas composições criadas dessa forma.


Apenas não chamei de centonização o que faço porque este nome está reservado para um procedimento que aconteceu historicamente e, portanto, não serei eu a usar esta palavra para o que eu mesmo faço… Mesmo assim, outra pessoa poderá usar a palavra, e o “meu” método veio da ideia de seguir essa tradição.